DengueSaúde

A Secretaria Municipal de Saúde faz um alerta sobre a situação das arboviroses dengue e chikungunya em Pato Branco, que nos últimos anos têm apresentado um número excessivo de notificações e casos confirmados. 

Com as ações realizadas no ano passado foi possível a redução em relação à dengue. Porém, se não houver ação constante também da população, além das medidas tomadas pelo poder público, os índices voltarão a subir rapidamente. 

Isso porque o Aedes aegypti, mosquito transmissor, é ágil e está presente no cotidiano urbano. Muitas vezes imperceptível, sobrevive em água parada e encontra abrigo em recipientes comuns das residências. Mais ativo em períodos de calor, o mosquito mantém a dengue e a chikungunya como uma ameaça constante à saúde pública, exigindo vigilância e prevenção permanentes.

 

Casos

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Tatiany Zierhut Amorim, enfatizou que ao longo dos últimos anos, o município de Pato Branco tem enfrentado importantes desafios relacionados às arboviroses, especialmente a dengue e, mais recentemente, a chikungunya. 

Em 2022, por exemplo, foram registradas 5.990 notificações de dengue, sendo 4.344 casos confirmados e 4 óbitos. No ano seguinte foram 1.090 notificações de dengue, 31 casos confirmados; 11 notificações de chikungunya e 5 casos confirmados. 

Já em 2024, os números foram alarmantes, com 10.279 notificações de dengue, 4.548 casos confirmados e 3 óbitos. De chikungunya foram 100 notificações e 57 casos confirmados.

No ano passado, as notificações de dengue reduziram para 3.279, enquanto os casos confirmados da doença foram 1.044. No entanto, as notificações de chikungunya foram 858 e 393 casos confirmados. 

Neste ano de 2026 já houve 114 notificações de dengue e 2 casos foram confirmados; de chikungunya foram 9 notificações e nenhum caso foi confirmado. No total, nos últimos 17 anos, entre 2010 e janeiro de 2026, Pato Branco registrou 22.651 notificações de dengue, 10.201 casos confirmados e 7 óbitos. Em relação à chikungunya, foram 997 notificações e 455 casos confirmados.

A análise histórica dos dados epidemiológicos demonstra que essas doenças apresentam comportamento cíclico, com períodos de baixa transmissão intercalados por grandes epidemias, o que reforça a necessidade permanente de vigilância, prevenção e mobilização da população.

 

Epidemia de dengue

O ano de 2022 representou um marco na história da dengue em Pato Branco. O aumento excessivo de notificações levou Pato Branco a um cenário de epidemia de dengue, de grande magnitude, com circulação do vírus em todo o território municipal.

Em 2024, o município voltou a enfrentar uma nova grande epidemia de dengue, com novos óbitos. Paralelamente, a chikungunya apresentou crescimento importante, consolidando-se como uma nova ameaça à saúde pública local. Esse cenário marcou o início da co-circulação das duas arboviroses no território municipal, ampliando o desafio para os serviços de saúde e para as ações de prevenção.

 

Surto de chikungunya

O ano de 2025 foi marcado por um crescimento expressivo da chikungunya, com aumento acentuado de notificações e casos confirmados, configurando o maior surto da doença já registrado no município. 

Tatiany destacou que embora não tenham sido registrados óbitos, a chikungunya causou impacto significativo na população, principalmente devido às dores articulares persistentes, que podem se prolongar por meses e comprometer a qualidade de vida das pessoas. 

 

Combate contínuo e coletivo

A trajetória da dengue e da chikungunya em Pato Branco evidencia que o combate ao mosquito precisa ser contínuo e coletivo. Segundo Tatiany, a eliminação de água parada, a adoção de medidas preventivas, a colaboração da população com as equipes de saúde e a busca por atendimento ao primeiro sinal de sintomas são fundamentais para reduzir o impacto dessas doenças. “A história recente do município mostra que a prevenção é a principal estratégia para evitar novas epidemias e proteger a saúde da população”, ressaltou.