Ação será necessária para preservar equilíbrio ambiental
Na manhã desta sexta-feira (10), a Prefeitura de Pato Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realizou uma coletiva de imprensa no Parque do Alvorecer para anunciar a realização de uma ação de despesca nos dois lagos localizados no parque. A medida tem como objetivo controlar a superpopulação de peixes, situação que pode provocar mortandade por falta de oxigênio na água e comprometer o equilíbrio ambiental do local.
A despesca ocorrerá em etapas, sempre nas segundas-feiras (dias em que o parque permanece fechado para visitação), com início previsto para o mês de maio. A iniciativa contará com a parceria do Instituto Água e Terra (IAT), da Vigilância Sanitária de Pato Branco, da Associação Pato Pescador e do frigorífico União do Campo.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Vicente Michaliszyn, análises laboratoriais realizadas pelo IAT em Curitiba indicaram a predominância de uma espécie exótica no local, o tambacu, resultado do cruzamento entre tambaqui e pacu. “É uma espécie muito apreciada como alimento, mas é uma espécie exótica que precisa ser erradicada. Junto com ela também devem existir espécies nativas, e essas receberão o devido cuidado. Faremos a segregação e a reintrodução dessas espécies em ambientes naturais, possivelmente em cursos d’água do município, como o Rio Ligeiro”, destacou.
O secretário também explicou que ainda não é possível estimar com precisão a quantidade de peixes existentes nos lagos, mas a expectativa é que haja um volume significativo. Os peixes retirados poderão ser destinados à alimentação, seguindo rigorosos critérios sanitários. “Já temos o aval da Vigilância Sanitária. Esses peixes serão abatidos com todo o rigor sanitário em um frigorífico parceiro, da União do Campo, que também integra essa iniciativa. Depois serão resfriados e destinados a entidades assistenciais do município”, afirmou.
A chefe regional do IAT em Pato Branco, Flávia Ostapiv, ressaltou que a ação precisa seguir critérios legais específicos, já que o Parque do Alvorecer é classificado como uma Unidade de Conservação de Proteção Integral.
“Temos no Brasil uma legislação bastante restritiva, que é o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Este parque está categorizado como Unidade de Conservação de Proteção Integral, o que faz com que diversas atividades sejam proibidas, como caça, pesca e a entrada de animais de estimação. São determinações previstas em lei federal e, por isso, todas as ações realizadas aqui precisam seguir rigorosamente essa legislação”, concluiu Flávia.

