A partir do dia 9, crianças prematuras e com comorbidades passam a contar com proteção contra o VSR pelo SUS
A Prefeitura de Pato Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inicia na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, a aplicação do nirsevimabe, medicamento incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção da bronquiolite e de outras infecções respiratórias causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por internações hospitalares em crianças pequenas.
O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, administrado em dose única, considerado eficaz e seguro. Quando aplicado antes ou durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios, garante proteção imediata e prolongada por até seis meses, reduzindo significativamente o risco de agravamentos e hospitalizações.
O VSR é reconhecido mundialmente como uma prioridade em saúde pública, sendo uma das principais causas de internação de crianças menores de 1 ano, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Público-alvo do medicamento
A nova tecnologia é destinada, prioritariamente, à proteção de crianças consideradas de maior risco. Em Pato Branco, poderão receber o medicamento:
• Crianças prematuras, com até 36 semanas e 6 dias de idade gestacional, que ainda não tenham completado 6 meses de idade;
• Crianças com comorbidades, com idade de até 23 meses e 29 dias, incluindo:
— Cardiopatias com repercussão hemodinâmica;
— Doença pulmonar crônica (em uso de oxigênio);
— Imunocomprometimento;
— Fibrose cística;
— Doenças neuromusculares graves;
— Síndrome de Down;
— Anomalias congênitas das vias aéreas.
Também têm direito ao medicamento, crianças prematuras nascidas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. Para esses casos, o responsável deve procurar a unidade de saúde de referência para realizar a solicitação.
Locais de aplicação
A aplicação do nirsevimabe será realizada no Hospital São Lucas e nas Unidades de Atenção Primária à Saúde do município.
Para a solicitação do medicamento, é necessário apresentar:
• Cópia da caderneta da criança (página com os dados);
• Cópia da certidão de nascimento;
• Cópia do comprovante de residência;
• Cartão SUS;
• Cópia do RG ou CPF da mãe ou responsável legal;
• Formulário de solicitação do nirsevimabe;
• Comprovantes ou exames que atestem a condição clínica, quando aplicável.
A coordenadora de Vacinação da Secretaria Municipal de Saúde, Emanoeli Agnes Stein, reforça o chamamento aos pais e responsáveis. “Esse medicamento representa um avanço importante na proteção das crianças mais vulneráveis às doenças respiratórias. Orientamos que as famílias que se enquadram nos critérios procurem a unidade de saúde, organizem a documentação e garantam esse cuidado essencial”, destaca Emanoeli.

