Saúde

A Secretaria de Saúde de Pato Branco por meio da Vigilância de Saúde concluiu que os dois casos suspeitos de Monkeypox não foram confirmados no município.

A partir de critérios para confirmação ou descarte de casos suspeitos da patologia, através de exame laboratorial realizado via LACEN (Laboratório Central do Estado do Paraná), os resultados de ambos os pacientes foram liberados com o parecer negativo.

A doença, também conhecida como varíola dos macacos, pode ser transmitida quando há contato próximo com a pessoa infectada. “A forma de transmissão mais comum se dá através de contato com lesões de pele de pessoa infectadas ou objetos contaminados.” explica Tatiany Zierhut, responsável pelo Setor de Epidemiologia. “Já via gotículas, a contaminação requer um contato mais próximo e prolongado com o paciente infectado”, complementa.

Os casos suspeitos podem ser considerados a partir de início súbito de lesões em mucosas e/ou erupção cutânea aguda, isto é, alterações na cor e/ou textura da pele que se aproximem da aparência de uma ou mais lesões sugestivas de Monekypox (lesões profundas e bem limitadas, muitas vezes com umbilicação central e evolução da lesão através de estágios sequenciais específicos – máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas).

Podendo ser em qualquer parte do corpo, incluindo região genital, as feridas tendem a aparecer em maioria também no rosto, nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Já os chamados casos prováveis, cuja investigação laboratorial não tenha sido realizada ou inconclusiva, costumam atender à definição de caso suspeito, que apresenta um ou mais dos seguintes critérios:

  1. a) Exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória, OU contato físico direto, incluindo contato sexual, com parcerias múltiplas e/ou desconhecidas nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU
  2. b) Exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória, OU história de contato íntimo, incluindo sexual, com caso provável ou confirmado de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU
  3. c) Contato com materiais contaminados, como roupas de cama e banho ou utensílios de uso comum, pertencentes a com caso provável ou confirmado de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU
  4. d) Trabalhadores de saúde sem uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) com história de contato com caso provável ou confirmado de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.

A Vigilância de Saúde de Pato Branco, bem como os profissionais da área que atendem à população nas Unidades de Saúde, continuam atentos durante as assistências prestadas, embora a doença se apresente geralmente leve e a maioria das pessoas se recupere dentro de duas a quatro semanas. Porém, vale destacar que em caso de contágio, o ciclo de transmissão do vírus encerra somente após a cicatrização completa das lesões.

 

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