Inclusão

A facilitadora, Marli Silva professora licenciada em Letras-Libras e entusiasta da inclusão das pessoas surdas, ensina com paciência a todos os interessados. São 20 alunos entre profissionais atuantes na saúde, educação, serviços automotivos, entre outras áreas se dedicando à capacitação na língua de sinais.

Os encontros acontecem toda semana e oferecem certificação pela Secretaria Municipal de Educação.

Apesar do silêncio que toma conta da sala em boa parte do tempo, tem muita comunicação acontecendo. É disseminando o conhecimento na Língua Brasileira de Sinais que Marli acredita ser possível transformar o dia a dia das pessoas surdas com mais autonomia e acessibilidade.

“O nosso objetivo é trazer o olhar para a comunidade surda e mostrar para a sociedade que são seres humanos normais, embora não tenham a audição desenvolvida, têm toda capacidade de evoluir profissionalmente e conquistar seus direitos como cidadão” conta a professora de Libras, Marli Silva.

A técnica em enfermagem Sandra Busin, uma das alunas prestes a concluir o curso, recebe todos os dias diferentes casos na UBS do bairro Pinheirinho e se vê cada vez mais empolgada em poder dar assistência especial às pessoas surdas que buscam atendimento. O aprendizado básico na modalidade gestual-visual já permite um acompanhamento mais adequado e voltado à queixa ou necessidade da pessoa com deficiência auditiva. “Ainda tenho muito a aprender para me comunicar sem falhas, mas já é gratificante poder contribuir na inclusão e oferecer uma melhor atenção para esses pacientes que nos procuram” reforçou Sandra.

Um dos momentos mais esperados da formação será uma confraternização especial para marcar a conclusão e encerramento das aulas. Professora, alunos e pessoas surdas convidadas vão compartilhar um momento juntos utilizando exclusivamente Libras para se comunicar e ainda, para fazer todos os pedidos no restaurante onde acontecerá a reunião.

A ideia é experimentar exatamente a mesma sensação e muitas vezes, a dificuldade, que as pessoas surdas sentem ao tentar se expressar. Seja em uma loja, no banco, na auto escola ou em um salão de beleza, muitas vezes essas pessoas desistem de coisas simples pela frustração de não serem compreendidas. Frequentemente acabam optando em contar com apoio de algum familiar para fazer a tradução, limitando sua conquista pela independência.

 

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