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Pato Branco se prepara para receber os refugiados ucranianos

No dia 11 de março de 2022 Pato Branco aderiu ao Cadastro de Municípios acolhedores de refugiados ucranianos. Estes devem chegar à cidade nos próximos 30 dias. Durante esse período o município estará se preparando para recebê-los. O primeiro passo foi indicar que o município se dispõe a receber qualquer refugiado. 

Os passos seguintes estão a cargo das secretarias de Assistência Social, Educação e Saúde, que estão trabalhando juntas para organizar todo esse acolhimento, oferecendo condições dignas a essas famílias. A secretaria da Saúde vai realizar os cadastros no sistema SUS, prestar assistência de acordo com a realidade que encontrarem no grupo: necessidade de vacina, atendimento médico, realização de exames e demais atendimentos necessários. 

Já as Secretarias de Educação e Cultura e de Assistência Social preparam-se mais especificamente para receber as crianças ucranianas que serão recebidas no município. Está sendo planejada a matrícula delas nas escolas municipais. A assistência social auxiliará na inserção junto da comunidade escolar, para que essas elas se sintam seguras e acolhidas. 

A promotora Ivana Ostapiv Rigailo, que é descendente de ucranianos, está auxiliando no processo de vinda dos refugiados para Pato Branco. Ela faz parte do comitê Humanitas, o qual se formou a partir da organização da comunidade ucraniana, com apoio de organizações não governamentais, que já trabalham com outros refugiados e também com órgãos públicos.

Vale ressaltar que a justiça de uma forma geral vai compor junto com outros órgãos a parte documental, assim que os refugiados entrarem no Brasil, eles poderão se cadastrar imediatamente na Polícia Federal e a partir daí eles têm um prazo para regulamentar essa documentação. Eles irão desfrutar de todos os direitos aqui no Brasil, igual a qualquer cidadão, menos o direito de voto.

Muitas pessoas estão procurando a comunidade ucraniana como o padre Sandro Daniel Dobkowski e a promotora, para se oferecerem como voluntários, acolhedores, prestadores de serviços, ajudando de alguma outra forma. Outros procuram para ajudar com valores econômicos e doações. O cadastro para auxilio pode ser feito na Secretaria Paroquial da Igreja Ucraniana.

O comitê está fazendo um trabalho importante junto com as organizações, para traduzir o material direcionado para esses refugiados, para que as pessoas conheçam o que é o Brasil, saibam que aqui tem uma grande comunidade ucraniana. Também é atividade desse órgão tentar conseguir o transporte dos refugiados para países vizinhos, especialmente da Polônia, onde está concentrado o maior número de refugiados.

Quando chegarem as pessoas refugiadas poderão se abrigar no albergue Bom Samaritano ou em famílias acolhedoras, por no máximo de 30 dias, para partir para um aluguel social que é planejado pelo município, por um prazo de seis meses. A fim de contornar o desafio do idioma, o Comitê está organizando com voluntários que dominam a língua ucraniana para fazer tanto esse acolhimento como os voluntários e depois aulas de português, para que essas pessoas consigam saber o básico para viverem na comunidade brasileira.

“Então que os refugiados tenham essa certeza de que eles vão ser bem recepcionados, que vão manter os laços culturais e vão ter oportunidade de cuidar das suas famílias no lugar de paz, que é o que todo mundo quer. É um povo que vai se dedicar a construir e melhorar o espaço onde vive. Então agora, da nossa parte, cabe preparar tudo e ficar aguardando a chegada dessas famílias, que a gente ainda não sabe quando vai acontecer”, afirmou Ivana.

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