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No Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, Saúde reforça busca por tratamento imediato

O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita é lembrado neste sábado (16) e acende o alerta para uma doença que, só entre janeiro de 2018 e junho de 2020, somou mais de 360 mil casos no Brasil, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com base em dados do Ministério da Saúde.

 A doença, causada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, sangue ou produtos sanguíneos (agulhas contaminadas ou transfusão com sangue não testado), da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita), mas tem tratamento.

A Secretaria de Saúde de Pato Branco atua em duas frentes: na prevenção e no tratamento.


São oferecidos, por meio dos aparatos de saúde local, camisinhas (masculinas e femininas) gratuitas, orientações e testes rápidos para detecção da sífilis.

Uma pessoa que teve uma relação desprotegida, por exemplo, pode procurar a unidade de saúde de referência para atendimento e se submeter ao teste rápido. Ele é feito a partir da punção digital, com a retirada de uma gota de sangue. O laudo fica pronto em até 30 minutos, e também pode ser feito via exame laboratorial, encaminhado pelo Sistema de Saúde.

Segundo a enfermeira Tatiany Mackievicz Zierhut, chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica, todas as unidades de saúde dispõem dos testes rápidos e são qualificadas para oferecer o tratamento adequado em caso de laudo positivo.

“O tratamento da sífilis é realizado com a penicilina benzatina, um antibiótico que também está disponível nos sistema de saúde. A prevenção é o uso correto e regular da camisinha, masculina ou feminina, que é uma medida importante para prevenção da sífilis. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal, de qualidade, também contribui para o controle da sífilis congênita”, destaca.

Tatiany alerta, no entanto, que a doença não confere uma imunidade permanente, ou seja: uma pessoa que tenha positivado para a doença e que tenha passado pelo tratamento adequado, pode contraí-la novamente. Por isso a prevenção e busca pela unidade de saúde deve ocorrer em caso de relação desprotegida.

Confira perguntas e respostas sobre a sífilis:

O que é?
Sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. É curável e exclusiva do ser humano, tendo como principal via de transmissão o contato sexual.

Como ela é transmitida?
A sífilis é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, sangue ou produtos sanguíneos (agulhas contaminadas ou transfusão com sangue não testado), da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita) e pela amamentação.

 Quais são os sintomas?
Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com o estágio da doença, que se divide em:

 Sífilis latente: Quando não aparecem sinais ou sintomas.

Sífilis primária: Quando aparece uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias, normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços dolorosos) na virilha.

 Sífilis secundária: Aparecimento de manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pé, febre, mal estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. Estes sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial.

Sífilis terciária: Pode surgir de 2 a 40 anos depois do início da infecção. Os sinais são lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas.

Uma mãe pode passar sífilis para o bebê na gestação?
Sim! Neste caso é chamado de sífilis congênita. O risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária. A sífilis materna, sem tratamento, pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal. Na maioria das vezes, porém, o bebê nasce aparentemente saudável e os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental, surdez e cegueira.
 
Posso ter sífilis e não saber?
Sim! Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso porque a doença pode aparecer e desaparecer, mas continuar latente no organismo. Por isso é importante se proteger, fazer o teste e, se a infecção for detectada, tratar da maneira correta. O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.

 Como ela é tratada?
O tratamento é feito com antibióticos e deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais. A sífilis é uma infecção curável, com tratamento relativamente simples, mas pegar uma vez não promove imunidade. Nas formas mais graves da doença, como na fase terciária, o não tratamento adequado pode levar à morte.

Como posso me proteger?
O uso de preservativos (tanto femininos como masculinos) durante todas as relações sexuais (inclusive anais ou orais) é a maneira mais segura de prevenir a doença; o acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

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