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Entidades se mobilizam em prol da regionalização do Aeroporto de Pato Branco

Irdes promoveu encontro na segunda-feira (02), no auditório do Sesi, com empresários, lideranças regionais, vereadores e imprensa

O Aeroporto Municipal Juvenal Cardoso – Aeroporto de Pato Branco tem se consolidado pela qualidade na prestação de serviços e constante evolução na disponibilidade de voos comerciais. Com o objetivo de mobilizar a sociedade, defendendo a transformação do Aeroporto de Pato Branco em Aeroporto Regional do Sudoeste, o Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social (Irdes) promoveu na noite desta segunda-feira (02), no auditório do Sesi, um encontro com empresários, lideranças regionais, vereadores e imprensa.

O prefeito Augustinho Zucchi participou do evento onde fortaleceu a importância de transformar o Aeroporto de Pato Branco em Aeroporto Regional, assegurando os investimentos para ampliação. Com apoio do Governo Federal, Governo Estadual e empresários, foram colocados em atividade os voos regulares e hoje diários, que em 2019 atenderam mais de 17 mil pessoas. “Com essa demanda assegurada, vamos avançar e investir na ampliação da pista que representa a mudança na classificação, passando da categoria 2c para 3c, oportunizando o recebimento de aeronaves 737-700, da Boeing, com capacidade para 186 pessoas, o que suprirá a demanda da região por décadas”, disse.

O prefeito lembrou que a segunda fase da ampliação do Aeroporto de Pato Branco iniciou no dia 18 de fevereiro e que o investimento previsto será de R$ 50 milhões, valor “extremamente” inferior ao estimado para construir o Aeroporto Regional em Renascença, de R$ 500 milhões. O projeto de ampliação contempla aterro e terraplenagem em uma área de aproximadamente 150 metros de cada lado das cabeceiras, resultando em uma pista com comprimento total de 1921 metros; pista de rolamento para ligação entre pista de pouso/decolagem e pátio de aeronaves; cercamento da área operacional do aeroporto; estacionamento; sala de embarque para 300 passageiros; escada rolante e elevador; duas máquinas de RX; check-in para quatro empresas; sala vip e áreas de circulação.

“Precisamos maximizar os investimentos que são feitos na nossa região. Esse é um debate que tem que ser aberto, mas que precisa ser feito com sensatez, baseado em uma resposta técnica, não política. Nós somos uma única região, não podemos trabalhar a região daqui e dali, e sim trabalhar em conjunto, de maneira madura. O que não podemos é ficar mais dez anos sem ter uma proposta que atenda a demanda nessa área da aviação”, ressaltou Zucchi.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Braun Sobrinho, ressaltou que até o final de 2020, o Aeroporto de Pato Branco estará consolidado na região. “Nossa evolução tem sido uma constante. Começamos com voos semanais, hoje oferecemos voos diários de domingo a sextas-feiras e planejamos, até o final do ano, receber mais de 30 mil passageiros, reforçando cada vez mais o quanto estamos preparados para atender toda a região”, destacou.

Prioridades regionais

O presidente do Conselho Consultivo do Irdes e coordenador do projeto de ampliação do Aeroporto de Pato Branco, Cláudio Petrycoski, salientou que é necessário bom senso no uso do dinheiro público. “Para que dois aeroportos regionais, quando apenas um seria suficiente? Não temos outras prioridades? Vivemos um momento mais do que oportuno para a racionalidade na aplicação de recursos e defendemos a transformação do Aeroporto de Pato Branco em Aeroporto Regional do Sudoeste. Esse já é uma realidade e contemplará, por décadas, as demandas regionais”, enfatizou.

O presidente do Irdes, Marcelo Silveira Dalle Teze, observou que a construção de um aeroporto regional, além de demandar pelo menos 20 anos para a concretização, em comparação ao de Pato Branco, que já está pronto, tem uma diferença orçamentária “infinitamente” maior. “É uma diferença de muitos milhões por um acréscimo de deslocamento não superior a 41 quilômetros. Hoje, o Aeroporto de Pato Branco já atende o Sudoeste do Paraná e Noroeste de Santa Catarina. Somente em 2019 foram mais de 17 mil passageiros. Será que é necessário outro aeroporto mesmo?”, indagou.

Para o empresário Ricardo Guerra, esse é um momento importante para a região. “Não se trata de desunião, mas de união. Não se trata de avaliar investimentos, mas de fazer investimentos com bom senso. O Aeroporto de Pato Branco possui o melhor custo-benefício, não apenas em valores, mas em tempo para a conclusão da obra. É preciso respeito ao dinheiro público, e não é uma discussão apenas de uma classe, mas de todos que querem a prosperidade para nossa região”, apontou.

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